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Bebidas energéticas: tendências que melhoram a experiência sensorial dos consumidores

O mercado global de bebidas energéticas deve alcançar US$ 177,5 bilhões até 2030, com um crescimento anual de 8,1%, segundo a Allied Market Research (2023). Esse crescimento reflete não apenas a busca por mais energia e disposição, mas também uma mudança significativa na experiência sensorial dessas bebidas. Com consumidores cada vez mais exigentes, a inovação em sabor, textura, aroma e efeito funcional tem sido um diferencial competitivo essencial.

Novas formulações de sabor: do artificial ao natural

Historicamente, as bebidas energéticas foram criticadas por seu sabor artificial, muitas vezes descrito como metálico ou excessivamente doce. No entanto, avanços em modulação de sabor e o uso de ingredientes naturais têm permitido a reformulação desses produtos. Hoje, a realidade é bem diferente.

Algumas mudanças e inovações estão se destacando:

  • Sabores exóticos e premium: A adição de frutas tropicais como maracujá, lichia e yuzu tem se tornado uma tendência, pois adicionam complexidade e frescor.
  • Notas herbais e botânicas: Ingredientes como gengibre, hortelã e chá-verde estão sendo utilizados para conferir uma sensação mais natural e sofisticada.
  • Redução de off-notes: O uso de extratos botânicos e técnicas como a microencapsulação ajudam a minimizar o sabor residual de estimulantes como cafeína e guaraná.

Um estudo publicado na Journal of Food Science (2022) mostrou que consumidores preferem bebidas energéticas com perfis de sabor equilibrados, onde a doçura não predomina sobre as notas frutadas ou herbais. Isso mostra o caminho que a indústria pode tomar para o sucesso.

Texturas diferenciadas: sensação na boca como diferencial

A textura de uma bebida é outro fator que impacta diretamente a percepção de qualidade e prazer durante o consumo. Para melhorar essa experiência, as marcas têm investido em novas abordagens:

  • Microcarbonatação: Redução no tamanho das bolhas de gás, resultando em uma sensação mais suave e premium na boca.
  • Bebidas espumosas: Algumas marcas estão explorando a incorporação de espuma estável, semelhante à encontrada em cafés e chás premium.
  • Efeito de viscosidade ajustada: Ingredientes como goma acácia e fibra de chicória são usados para conferir uma leve espessura, proporcionando uma sensação de maior saciedade e qualidade.

Modulação do aroma: O impacto sensorial dos voláteis

Não podemos esquecer que o aroma também é um dos principais fatores na percepção de sabor. Com a evolução das tecnologias de encapsulamento de voláteis, as bebidas energéticas agora podem oferecer perfis aromáticos mais sofisticados e duradouros.

Uma das tecnologias utilizadas é a liberação controlada. Ela consiste em uma microencapsulação de compostos aromáticos permite que os sabores sejam liberados gradualmente ao longo do consumo.

Há também os perfis sensoriais mais naturais, como óleos essenciais e extratos botânicos que proporcionam um aroma autêntico e menos sintético.

Adoçantes alternativos e equilíbrio sensorial

O consumo excessivo de açúcar está sendo cada vez mais evitado, inclusive nas bebidas. Com isso, acabam sendo impulsionadas as opções como adoçantes naturais e artificiais sem comprometer a experiência sensorial.

De acordo com a Mintel (2023), 65% dos consumidores preferem bebidas energéticas com menos açúcar, desde que mantenham um sabor equilibrado. Alguns exemplos são:

  • Eritritol e estévia: Combinados para mitigar o retrogosto amargo da estévia e a sensação de resfriamento do eritritol.
  • Glicosídeos de esteviol de última geração: Adoçantes como Reb M e Reb D apresentam perfis sensoriais mais limpos e sem amargor.
  • Uso de moduladores de sabor: Ingredientes como lactatos e peptídeos específicos são usados para realçar a doçura natural sem adição de açúcares.

Experiência funcional: estímulo além da cafeína

A tradicional cafeína sintética tem sido complementada por novas formulações que buscam oferecer uma energia mais equilibrada e sem picos abruptos. Dentre eles, estão os notrópicos e adaptógenos, incluindo ingredientes como L-teanina, rodiola e ashwagandha, que ajudam a modular os efeitos estimulantes, reduzindo o nervosismo e melhorando o foco cognitivo.

Outro exemplo está nos eletrólitos e hidratação ativa. O potássio e magnésio, por exemplo, melhoram a reposição mineral e evitam a desidratação, tornando a experiência mais agradável e sustentável.

No caso da cafeína natural versus a sintética, há uma diferença que agrada os consumidores. Derivada de fontes como guaraná e chá-verde, a cafeína natural oferece uma liberação mais gradual de energia.

Embalagens e consumo experiencial

Além do conteúdo, a forma como a bebida é apresentada impacta a experiência sensorial. Tecnologias inovadoras vêm sendo aplicadas às embalagens para melhorar a percepção de qualidade e diferenciação:

  • Latas térmicas: Mantêm a bebida gelada por mais tempo, aumentando a refrescância durante o consumo.
  • Embalagens interativas: Latas que mudam de cor com a temperatura ou que utilizam realidade aumentada para criar engajamento digital.
  • Design ergonômico: Formatos que facilitam o manuseio e aprimoram a experiência tátil durante o consumo.

O setor de bebidas energéticas está evoluindo rapidamente, com um foco crescente na experiência sensorial do consumidor. O aprimoramento dos sabores, a inovação em texturas, a modulação do aroma e a reformulação de adoçantes são fatores que influenciam diretamente a aceitação e fidelização do público. Além disso, ingredientes funcionais e embalagens interativas reforçam a tendência de um consumo mais equilibrado e envolvente. Com um mercado altamente competitivo, as marcas que investirem nessas inovações terão uma vantagem estratégica na conquista de consumidores exigentes e dispostos a pagar mais por uma experiência aprimorada.




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