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Mudanças de hábitos ditam tendências que vão moldar o mercado de ALIMENTOS em 2026

Segundo dados da FMCG Gurus em parceria com a NielsenIQ, mais de 70% dos consumidores globais afirmam que saúde e bem‑estar influenciam diretamente suas decisões de compra de alimentos. O dado reflete um movimento claro de consumidores cada vez mais atentos à qualidade nutricional dos produtos, priorizando opções que entregam mais saciedade, funcionalidade e benefícios à saúde, mesmo em porções menores. Esse comportamento vem sendo reforçado por dois vetores distintos: a popularização de tratamentos baseados em GLP‑1 e GLP‑2 — que impactam apetite e metabolismo (as famosas "canetas" utilizadas para emagrecimento) — e a recente atualização das diretrizes alimentares nos Estados Unidos, que traz uma nova pirâmide alimentar invertida como proposta central de orientação nutricional.

As novas diretrizes norte‑americanas, válidas até 2030, enfatizam o consumo de alimentos naturais e minimamente processados, com destaque para proteínas de alta qualidade, vegetais, frutas, laticínios integrais e gorduras consideradas saudáveis, enquanto reduzem significativamente o consumo de açúcares adicionados, carboidratos altamente refinados e alimentos ultraprocessados — reorganizando a tradicional pirâmide alimentar de forma invertida.

"Estamos vivendo uma virada importante no comportamento alimentar: as pessoas estão comendo menos, porém de forma muito mais consciente e estratégica", afirma Paulo Ibri, CEO da Typcal, primeira foodtech da América Latina a trabalhar com fermentação de micélios. "Isso muda completamente o papel dos alimentos, que passam a ser vistos como aliados da saúde e do metabolismo, e não apenas como fonte de energia."

É nesse contexto que Ibri observa um novo ciclo para o setor de alimentos. Em 2026, inovação, ciência e nutrição funcional deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos para marcas que desejam se manter relevantes em um mercado cada vez mais orientado à saúde e à eficiência nutricional.

A seguir, o executivo destaca cinco tendências que devem moldar o setor de alimentos ao longo de 2026, com forte influência da tecnologia e de um consumidor que busca comer melhor — e não necessariamente mais.

1. Menos quantidade, mais densidade nutricional

Com a mudança no comportamento alimentar, cresce a demanda por produtos que concentram proteínas, fibras e outros nutrientes essenciais em menor volume. Alimentos de alta densidade nutricional ganham espaço por atenderem à busca por saciedade prolongada, energia estável e melhor funcionamento do organismo.

"O consumidor de 2026 não quer mais apenas matar a fome. Ele quer alimentos que entreguem função, saciedade e impacto positivo na saúde, mesmo em porções menores", reforça Paulo Ibri.

2. Fibras e proteínas como protagonistas da alimentação

Se nos últimos anos a proteína foi o centro das atenções, 2026 consolida a combinação entre proteínas e fibras como eixo da alimentação funcional. As fibras ganham protagonismo por sua relação direta com saúde intestinal, metabolismo e controle do apetite — temas cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas.

Para a Ibril, ingredientes desenvolvidos a partir de micélios têm papel estratégico nesse cenário, por unirem perfil nutricional robusto, versatilidade e aplicação em diferentes categorias de alimentos.

3. Foodtechs e fermentação como motores da inovação

A tecnologia alimentar avança rapidamente, impulsionada por fermentação, biotecnologia e uso de dados no desenvolvimento de ingredientes. Esse modelo permite criar soluções mais eficientes, escaláveis e alinhadas às novas exigências nutricionais.

4. Alimentação funcional integrada à rotina

A alimentação saudável deixa de ser um esforço pontual e passa a fazer parte da rotina. Consumidores buscam produtos que se encaixem no dia a dia, unindo praticidade, sabor e benefícios reais à saúde, especialmente em snacks, refeições prontas e ingredientes funcionais.

5. GLP-1, GLP-2 e a nova lógica do consumo alimentar

O avanço de terapias que atuam nos mecanismos hormonais de controle do apetite e do metabolismo vem acelerando uma mudança profunda na forma como as pessoas se relacionam com a alimentação. Com a redução da fome, cresce a valorização de alimentos que entregam nutrientes essenciais, suporte metabólico e saciedade prolongada.

"Essas terapias escancaram uma tendência que já estava em curso: comer menos, porém melhor. Isso exige uma indústria preparada para oferecer alimentos mais inteligentes e funcionais", avalia Paulo Ibri.


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