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Nova regulamentação da Anvisa e pesquisas científicas explicam por que atletas de elite estão apostando no CBD

O cenário do esporte de alto rendimento atravessa uma transformação em que o desempenho passa a ser condicionado também pela eficiência da recuperação. Nomes como o boxeador Mike Tyson e o jogador da NBA Kevin Durant têm atuado na divulgação do canabidiol (CBD), integrando a substância às suas rotinas de saúde. Esse movimento ganha um fôlego inédito no Brasil nesta semana, após a Anvisa aprovar a regulamentação do cultivo de cannabis para fins medicinais no país e autorizar a manipulação de produtos à base de CBD em farmácias magistrais. A decisão, que segue um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça, promete aumentar a segurança no acesso e reduzir a dependência de importações para atletas que buscam terapias controladas.

Essa evolução regulatória nacional reflete uma mudança de diretriz iniciada em 2018, quando a Agência Mundial Antidoping (WADA) retirou o CBD da lista de substâncias proibidas, reconhecendo seu potencial terapêutico. Segundo um estudo publicado em 2025 na revista científica Frontiers in Nutrition, que acompanhou 80 atletas olímpicos e paralímpicos canadenses entre 2021 e 2023, os resultados reportados incidem diretamente sobre os pilares do desgaste profissional. Entre os desportistas que utilizam a substância, 93% indicaram melhora na qualidade do sono, fator que atua na regeneração muscular e cognitiva, enquanto 90% relataram sensação de relaxamento e 77% confirmaram a atuação do CBD na redução de dores crônicas e agudas provenientes da carga de treinos.

A fisiologista da Afya Itajubá, Dra. Zilyane Souza, explica que o canabidiol pode influenciar positivamente os processos de recuperação muscular e adaptação ao treinamento por meio de diferentes mecanismos fisiológicos."Os principais benefícios estão relacionados à modulação da resposta inflamatória, controle da dor, redução do estresse oxidativo e regulação do eixo neuroendócrino".

A percepção de eficácia é acompanhada por um índice de confiança elevado, uma vez que 96% dos atletas participantes da pesquisa consideram o uso do CBD seguro para a saúde a longo prazo. Atualmente, a prevalência de uso atinge 38% dos atletas de elite em algum momento de suas trajetórias, sendo que um terço desse grupo mantém o uso contínuo.

Dra. Zilyane comenta ainda que o CBD auxilia na redução dos níveis de ansiedade, favorecendo maior latência, continuidade e eficiência do sono.

"Um repouso mais profundo e reparador está associado a uma maior liberação de hormônio do crescimento (GH), o que otimiza os processos de reparo muscular. A fisiologista ressalta que a nova etapa regulatória da Anvisa é fundamental para garantir que os atletas tenham acesso a produtos certificados e rigorosamente livres de THC. Isso é essencial tanto para evitar riscos de doping inadvertido quanto para potencializar os benefícios terapêuticos sobre a inflamação, promovendo um melhor equilíbrio fisiológico geral para quem vive no limite da alta performance", conclui a especialista da Afya Itajubá.

Crédito Foto: Freepik


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