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ADITIVOS & INGREDIENTES
agaragar
aplicações nas indústrias médica e far-
macêutica, onde o agar agar é utilizado
como substrato na preparação de meios
de cultura bacteriana emmicrobiologia,
como laxativo e agente terapêutico no
tratamento de disfunções digestivas,
como agente retardador e carregador na
administração de remédios, antibióticos
e vitaminas, como agente de suspensão
de sulfato de bário em radiologia, como
estabilizador de soluções de colesterol e
como agente de suspensão em diversos
tipos de emulsões.
O agar agar encontra ainda várias
outras aplicações industriais onde um
agente gelificante se faz necessário,
como em próteses dentárias, emulsões
fotográficas, diferenciação de proteínas
por eletroforese, cromatografia por
exclusão de tamanho, moldagem de
materiais e meios de cultura de tecido
de plantas em biotecnologia.
O agar, em uma forma pura para
análise e suplementado com uma mis-
tura de nutrientes, é usado em biologia
vegetal para auxiliar a germinação de
plantas em placas de Petri, sob condi-
ções estéreis. Estas misturas são bem
controladas e mais oumenos constantes
para cada tipo de planta.
A solidificação do agar em um meio
de cultura é dependente do pH, com
uma gama ótima de 5,4 a 5,7. Por vezes
é usado hidróxido de potássio (KOH)
para aumentar o pH, sendo o meio pos-
teriormente esterilizado por autoclave.
Este tipo de meio é particularmente
útil na aplicação de concentrações es-
pecíficas de, por exemplo, fito hormo-
nas, de modo a induzir determinados
padrões de crescimento. Isto é
alcançado adicionando a hor-
mona ao meio de cultura, sendo
este posteriormente autoclava-
do. Esta mistura pode, então,
ser espalhada na superfície das
placas de Petri emque germinam
as sementes.
O agar também é muito usa-
do em meios de cultura sólidos
para bactérias e fungos, mas não para
vírus. Alguns vírus podem, no entanto,
ser cultivados em bactérias que, por sua
vez, crescem em agar. Menos de 1% de
todas as bactérias conhecidas podem ser
cultivadas nestes tipos de meios, mas a
formulação básica do meio de cultura
com agar é adequado para a maioria.
Este tipo de meio de cultura é feito
adicionando agar (normalmente 1,5%
a 2% (p/v)) e componentes de meio de
cultura específicos para cada tipo de
microorganismo a água destilada. Esta
mistura, após esterilizada, é vertida,
enquanto líquida, para placas de Petri
ou tubos. Por vezes é adicionado um
suplemento após a esterilização como,
por exemplo, antibióticos (o calor da
esterilização destrói determinados
suplementos, não permitindo a sua
adição anterior). Após solidificação do
meio, este encontra-se apto a albergar o
crescimento de microorganismos.
Diferentes microorganismos pos-
suem diferentes necessidades nutricio-
nais, por isso o meio de cultura é adap-
tado para satisfazer essas necessidades.
Por exemplo, um tipo de meio é o blood
agar (literalmente, agar de sangue),
que possui como suplemento sangue
de cavalo e é usado para
detectar a presença de
organismos hemorrágicos,
como a
Escherichia coli
. A
detecção é feita através da
digestão do sangue, que
torna a placa mais clara.
Já a agarose é muito
usada em biologia mo-
lecular como matriz na
eletroforese em gel. Géis
de agarose com concen-
trações tipicamente entre
0,5% e 2,5% (p/v) são usa-
dos para separação de mo-
léculas de ácidos nucléicos
de diferentes tamanhos.
Os géis de agarose são feitos dissol-
vendo a quantidade desejada de agarose
em solução tampão adequada aquecida
(normalmente, Tris-borato-EDTA ou
Tris-acetato-EDTA), sendo esta despeja-
da em um molde retangular. Enquanto
a mistura não solidifica, é inserido
um pente específico para que existam
pequenos poços no gel. Este processo
é possível porque a agarose apresenta
histerese, ou seja, solidifica a uma
temperatura (32ºC - 40ºC) diferente da
temperatura de fusão (85ºC).
Após a completa solidificação da
agarose, o pente é retirado e as amos-
tras podem ser aplicadas nos poços
entretanto formados. O gel é colocado
em uma tina contendo o mesmo tipo de
solução tampão usada no gel e sujeita
a uma diferença de potencial que pode
chegar até 150 volts. Os ácidos nucléicos
migram do pólo negativo (cátodo) para
o pólo positivo (ânodo), separando-se
segundo o seu tamanho: as moléculas
menores encontrammenos resistência a
passagem através do gel, migrando mais
rapidamente emdireção ao pólo positivo.
A eletroforese em gel de agarose é
uma das ferramentas mais utilizadas
para verificação da qualidade (pureza
e quantidade) de DNA ou RNA de uma
amostra (por exemplo, para verificar
a presença de produtos desejados de
PCR), assim como para a purificação
de ácidos nucleicos. Nesta, o DNA de
interesse é separado dos demais conta-
minantes (outras moléculas de DNA de
diferentes tamanhos), posteriormente
excitado e separado da agarose.
A indústria de ficocolóides é um
mercado crescente que movimenta anu-
almente milhões de dólares no mundo.
O interesse econômico pelos ficocolói-
des explica-se pelo fato de apresentarem
propriedades gelatinizantes e espessan-
tes, o que lhes agrega considerável valor
comercial.
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ADITIVOS & INGREDIENTES
AjINOmOTO
RESumO
O ácido glutâmico é um dos ami-
noácidos não essenciais mais abun-
dantes na natureza. Em sua forma
de glutamato livre, ele proporciona
o gosto Umami, que é único e distin-
to dos outros quatro gostos básicos
(salgado, doce, amargo e azedo). Por
ser capaz de melhorar o sabor dos
alimentos, ele é amplamente utilizado
GLuTAmATO
mONOSSÓDICO
VANTAGENS TECNOLÓGICAS
E BENEFÍCIOS À SAÚDE
pela indústria. A forma mais comum
de utilização do gosto Umami pela
indústria é através da adição do gluta-
mato monossódico (MSG), um realça-
dor de sabor classificado na categoria
mais segura de aditivos alimentares.
Existem muitas pesquisas científicas
que apontam que o aminoácido glu-
tamato, além de melhorar o sabor
dos alimentos, promove uma série de
benefícios importantes à saúde.
GLuTAmATO:
COmpONENTE NATuRAL
DOS ALImENTOS
O ácido glutâmico (ou glutamato na
sua forma ionizada) é um aminoácido
não-essencial encontrado naturalmente
em muitos alimentos e em organismos
vivos. Este aminoácido está presente
nos alimentos nas formas
ligada
(como